domingo, 28 de agosto de 2011

Minha morte


Estou num processo lento e totalmente doloroso.Estou me suicidando, estou me matando.É uma morte muito difícil, pois quando você se sente vazio e passa a não sonhar, você está morto mesmo que continue respirando.Meus sinais vitais estão bem, mas por dentro apodreci, morri!Aos poucos cada pedacinho de mim vai deixando de existir.Para as pessoas eu não existo mais.Me tornei um serial Killer.Matei o Cilas, o Rigozino, o da, o Silva e o Júnior.Estou num processo de morte do ser que me tornei.E quando eu morrer, talvez apareça um novo ser, ou talvez eu deixe de fato de existir.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O mundo sombrio


Uma menina, doce, encantadora e meiga, totalmente pura é lançada de forma brutal em um mundo sombrio de dor e solidão.Nesse lugar ela se depara com milhares de criaturas brutais, são os seres humanos tomados pela fúria de uma caótica realidade.Ela com seu ursinho na mão, vaga em meio a fumaça e ao som infernal das máquinas.Ela quer salvar o mundo, mas o mundo é totalmente sombrio, um lugar perigoso para aquela criatura indefesa.Ela lutará contra a realidade e dará um olhar lindo para aquela realidade crua, nua e perversa. O mundo sombrio...Continua...

A madrugada






Mais uma noite,mais uma madrugada, bebidas, música, bate papo com alguém que te dá atenção, ou com ninguém.
A noites que não durmo.Madrugadas em claro acompanhado de mim mesmo e no dia seguinte a certeza de que nada vai mudar, implantaram um chip assalariado em mim, me ensinaram da maneira mais cruel a não demonstrar amor.
Sem grandes planos, sem muitas expectativas.Me sinto oco, inteiramente vazio.
A madrugada é nossa, dos bebados, dos vampiros, dos problemáticos, das prostitutas, dos amantes, dos crápulas, dos que acham que escrevem algo decente de ser lido como eu embriagado todos os dias em bebida, cansaço e solidão.Bem vinda madrugada, como queria que você nunca acabasse.











quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pelas ruas e pelos terminais


Fadiga, cansaço, melancolia, depressão. Nos terminais observamos o circo da vida, os palhaços bêbados a cantar, os trapezistas a se equilibrar nas velozes conduções e os domadores de leões contendo sua fúria interna pra soltá- la em uma esquina qualquer, em casa ou mesmo em outra pessoa.Olhares, rostos, corpos.Tudo em meio a fumaça, o cheiro fétido de corpos cansados de uma rotina maldita de escravidão.Uns vão ao encontro do seu amor, outros vão ao encontro da morte.
Os terminais...
Barulho, fumaça, buzina. Um verdadeiro faroeste da sobrevivência.

Le Freak, C'est Chic


Ele é freak,
Ela é freak,
ambos são estranhos, e tem visuais, trejeitos, atos e comportamentos totalmente bizarros.
Ela é uma aberração e ele é um bizarro.
Ambos são freaks.
Dor.
Sofrimento.
Tosquidão.
Solidão.
Tudo foi- se em vão.
Le Freak, C'est Chic
Oui, Mon Amour...
...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Suicídio Diário


E amanhece, e lá vem um novo dia,
todos os dias me mato de noite
e a cada nova madrugada, os cortes
os punhos, estão mais machucados.
Morro todo dia, me mato todo dia, cada gesto, cada palavra, cada falta de atitude dos outros, me mata, devo me matar de vez, ou continuar me suicidando dia após dia?
Mas um dia, não mais vou voltar...
Você me matou, eu te matei, nós nos matamos
eu me matei, suicídio coletivo, individual, moral, banal, casual, imoral, ilegal, mal, acabou...

Sozinho


É só mais uma noite...
Mais uma decepção...
Onde vou parar?
Devo tudo esquecer?
Seguir em frente ou retroceder?
Incertezas! Dúvidas! Anseios!
Decepções! Tédio! Arrependimento!
O que é afinal? Quem vai ganhar? Quem vai perder?

É TUDO IGUAL OU PODE SER DIFERENTE?
COMO SABER, SE ARRISCANDO?SOFRENDO, FAZENDO OS OUTROS SOFREREM?